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IV DOMINGO COMUM ANO A – FESTA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Caros irmão em Cristo, bom dia.

Segundo a Lei de Moisés, todos os primogénitos, tanto dos homens como dos animais, pertenciam a Jahwéh e deviam ser oferecidos a Jahwéh. O costume de oferecer os primogénitos aos deuses é um costume cananeu. No entanto, Israel transformou-o no que dizia respeito aos primogénitos dos homens… Estes não deviam ser oferecidos em sacrifício, mas resgatados por um animal, imolado ao Senhor.De acordo com Lv 12,2-8, quarenta dias após o nascimento de uma criança, esta devia ser apresentada no Templo, onde a mãe oferecia um ritual de purificação. Nessa cerimónia, devia ser oferecido um cordeiro de um ano (para as famílias mais abastadas) ou então duas pombas ou duas rolas (para as famílias de menores recursos), tradição a que a festa de hoje faz referência. É neste contexto que o Evangelho de hoje nos situa.

O Evangelho deste domingo mostra nos quem é Jesus e qual a sua missão no mundo.O evangelista São Lucas quer deixar claro que Jesus, desde o início da sua caminhada entre os homens, viveu na escrupulosa fidelidade aos mandamentos e a vontade do Seu Pai. Desde o início da sua existência terrena, Ele entregou a sua vida nas mãos do Pai, numa adesão absoluta ao plano do Pai. A missão de Jesus no mundo passa por aí, pelo cumprimento rigoroso da vontade e do desígnio do Pai para salvar os homens e toda a criação. Assim Jesus é nos apresentado, como “a salvação colocada ao alcance de todos os povos”, a “luz para se revelar às nações e a glória de Israel”, o messias que traz a libertação para todos os homens.

Simeão e Ana são, na cena evangélica ovimos como as figuras do Israel fiel, que foi preparado desde sempre para reconhecer e para acolher o messias de Deus. Na verdade, quando Jesus aparece, eles estão suficientemente despertos para reconhecer naquele bebé o messias libertador que todos esperavam e apresentam-n’O formalmente ao mundo.

 

A primeira leitura nos fala do mensageiro de Deus que veiu primeiro para preparar o caminho da vinda do senhor que vera para salvar o seu povo.Um “mensageiro” anuncia o “Dia do Senhor” – o “dia” em que Deus vai descer ao encontro do seu Povo para criar uma nova realidade. Nesse dia, Jahwéh vai eliminar o egoísmo e o pecado, vai purificar o coração do seu Povo, vai inaugurar o tempo novo da comunhão verdadeira entre Deus e os homens.

A figura deste “mensageiro” de Deus, que prepara o caminho por onde o Senhor vai chegar, recorda-nos a dimensão profética da vida cristã.Nós os cristão, somo chamados por Deus a sermos mensageiros da Sua vida e do Seu desígnio. Somos chamados a sermos ícones vivos de Deus no meio do mundo e dos homens. Como Malaquias, deviamos denunciar aquilo que impede a caminhada dos homens rumo à vida verdadeira e, com a nossa vida e nosso testemunho, desafiamos os homens a um permanente esforço de conversão, de renovação, de construção de vida nova.

Caros irmãos, na segunda leitura Jesus é apresentado como o sacerdote por excelência que, ao oferecer ao Pai o sacrifício da sua vida, ao serviço do plano salvador de Deus, fez nascer o Homem Novo, livre da escravidão do pecado, promovido à categoria de “filho de Deus”. Esta “catequese” convida nós os discípulos a olhar para a cruz de Jesus, a interiorizar o seu significado, a seguir Jesus no dom total da vida, na entrega radical, no serviço simples e humilde aos irmãos. Ao fazermos assim nós podemos crescer na fé, vivermos em relação com o Pai, por meio do Sumo Sacerdote que é Cristo, e assim somo inseridos nesse dinamismo e somos o Povo sacerdotal. O sacerdote é, no contexto do Antigo Testamento, aquele que oferece os sacrifícios pelo Povo. Se Cristo é o Sumo Sacerdote, é Ele que oferece; mas inseridos neste dinamismo, todos nós somos chamados a fazer da nossa vida um contínuo sacrifício de louvor, de ação de graças e de amor. Este modelo de vida nova em Cristo enche o nosso coração de serenidade e de alegria e que nos permite encarar a vida, os desafios, as dificuldades, os medos, os limites da nossa existência humana, com esperança, com coragem, com confiança.

Por fim caros irmõs,

Apresentação do senhor expressa a entrega total de Cristo, desde os primeiros momentos da sua existência terrena, nas mãos do Pai – convida todos nos a renovar o nosso entrega nas mãos de Deus e a fazer da nossa própria existência um dom de amor, um testemunho comprometido da realidade do Reino, ao serviço do plano salvífico de Deus para os homens e para o mundo.

 

Festa apresentação do Senhor, Motael IV DC, ANO A, 2020, Pb.

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